Anna Seline

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Anna Seline

Mensagem por AnnaSeline em Dom Jan 22, 2017 4:18 pm

Biografia
Anna Seline desde pequena carregava a vontade de se tornar uma maga, seguindo os passos de seu pai. Desde antes de se matricular em uma escola de magia arcanas ela era ensinada por ele.
No inicio da sua adolescência ela já estudava magia, porém aos poucos começava a deixar para trás aquele sonho de se tornar uma forte maga e se juntar ao Kirin Tor. O motivo para tal desanimo é que ela percebia que não possuía uma grande aptidão em manipular o arcano, ficando assim atrás dos outros estudantes.


Inicio de seu cataclismo

Após alguns poucos anos a jovem Anna já não era aquela garota alegre e extrovertida que já fora no passado. Sentindo que não conseguira atingir as expectativas que seus pais tinham nela, começou a sentir vergonha de si mesma e se tornar reclusa e aos poucos se afastando de seus pais.
Em uma noite como qualquer outra, Anna voltava de suas entediantes aulas. Ela estranhava que as ruas de Ventobravo não estavam movimentadas como o normal, sendo comum um maltrapilho sempre interromper a sua caminhada de volta pedindo algumas esmolas ou algo para comer. Porém, dessa vez, a única coisa que chamava a sua atenção era um grande clarão vermelho vindo da direção de sua casa.Annabella e Azzaru mortosA cada passo que dava em direção a sua residência algo parecia lhe dizer para não continuar, porém ela continuava acreditando que aquilo talvez seria uma fogueira um pouco mais alta, já que a comemoração do Solstício de Verão fora poucos dias atrás.
Foi então que ao virar a rua que dava em sua casa ela conseguiu visualizar que não era uma simples fogueira nem nada do tipo: a sua casa e algumas da vizinhança estavam em chamas, com guardas da cidade nas proximidades. Mesmo assustada ela correu em direção a sua casa, porém na porta havia um soldado que tentou impedi-la de entrar. Só que em um momento de distração do mesmo, e ela sendo pequena, ela conseguiu se esgueirar por debaixo dos braços dele e entrar na sua casa. Foi então que ela viu uma cena que nunca irá esquecer: seus pais mortos logo na sala da casa.Aquilo fez com que ela entrasse em pânico e desmaiasse, acordando somente na manhã seguinte.

Crepúsculo
Acordando em um susto com as altas badaladas do sino da Catedral da Luz , ela viu que se encontrava deitada em uma velha beliche e rodeada de pessoas que não conhecia, na maior parte crianças.
Quase imediatamente após acordar ela foi chamada para um cômodo mais silencioso por uma mulher que se apresentava por Shellene. No caminho ela olhou com atenção à sua volta e percebeu que se encontrava no Orfanato de Ventobravo.
Após uma longa conversa, aquela mulher lhe explicou que a partir daquele dia ela iria viver naquele orfanato. Ao perguntar porque fizeram aquilo com seus pais, lhe foi dito que eles eram parte de uma seita conhecida como Martelo do Crepúsculo, tendo resistido à prisão naquele dia e sendo mortos durante a batalha.

 Um novo caminho
Já se tornando uma mulher adulta e podendo logo deixar o orfanato e viver uma vida da sua maneira, Anna passava a maior parte do seus dias ajudando a cuidar das crianças mais novas do lugar. Ela não tinha muitas pessoas que considerava amigos além das moças que trabalhavam no lugar e o Bispo Palhares, que vez ou outra visitava ao orfanato para trazer as doações da Igreja Catedral da Luz e conversar com as pessoas. Nessas oportunidades Anna passava quase várias horas conversando com o bispo na Praça da Catedral .
Era normal algumas vezes algum nobre ir ao orfanato trazer alguma doação, mas tinha um em especial do qual Anna sentia nojo. Ela percebia que aquele velho olhava para as garotas com um olhar perverso. Ela alertava as meninas novas que chegavam ao lugar para tomarem cuidado com aquele homem. 
Uma tarde, quando voltava de uma de suas conversas com o Bispo Palhares, ela não percebeu que aquele homem que tanto sentia repulsa havia entrado no local mais cedo. Ela acabou se encontrando frente a ele quando se retirava do local. 
Desconfiando que não teria qualquer problema aquele homem decidiu abraçar Anna da mesma maneira que fazia com as outras crianças. Temendo que ele ficaria bravo, e parasse de fazer as doações e acabasse causando problemas se ela recusasse aquele gesto, ela acabou aceitando, mas não esperava as palavras que foram ditas ao seu ouvido por aquele homem.
 - Garotinha, eu percebi a maneira que me olhas. Saiba que quem paga as suas roupas e comida sou eu, então faça o favor de me tratar com mais carinho. - Disse o velho, enquanto apertava o corpo da moça contra o próprio e descia as mãos para abaixo de sua cintura. 
Nesse momento a garota voltou a sentir o desespero do dia que encontrou o seus pais mortos anos atrás. Ficando em choque com as palavras e ousadia daquele homem em um lugar daquele, por um momento ela imaginou se ele fazia aquilo com as outras meninas. Em um movimento que ela não sabe se foi coragem ou simplesmente o seu corpo se moveu sozinho, ela empurrou o homem e deu um tapa em seu rosto.
Ela não esperava o que viria acontecer em seguida.
- Vadiazinha insolente! - disse o homem enquanto seu rosto ficava vermelho de raiva - Como ousa fazer isso?
Percebendo o que tinha feito, ela olhou para o lado e viu que as crianças do lugar olhavam curiosas para o que acontecia naquele lugar. Nesse momento ela viu de canto de olho o nobre fazer um movimento brusco, e, quando voltava a virar o rosto em direção a ele, enxergou somente o punho fechado do homem vindo em direção ao seu rosto. Nesse momento tudo à sua volta escureceu por um momento, e ela somente ouviu os gritos assustados das crianças próximas, sentindo o sangue escorrer de seu rosto...


A Fuga
Era escuro quando Anna acordou, pelo silêncio que tomava conta do lugar já devia ser de madrugada e a maior parte das crianças já se encontraram dormindo, somente alguns sussurros eram ouvidos daqueles que conversavam baixo esperando cair no sono, quando se sentava na cama que estava Anna sentiu  uma leve dor acima de seu olho esquerdo e percebeu que haviam feito um curativo quando ela estava desacordada. Por algum tipo de impulso ela decidiu que aquela seria a ultima noite que passaria naquele lugar,  ela  então juntou as poucas roupas que tinha e guardava em um velho baú de madeira debaixo de sua cama e colocou dentro de uma mochila, agora ela teria que conseguir chegar a saída sem chamar a atenção e sem fazer barulho, algo que não teve muito dificuldade por conhecer cada tábua do assoalho de madeira e quais faziam maior barulho ao se pisar.
Ela então chegou a saída do Orfanato, de inicio pensou em ir a Catedral e pedir ajuda do Bispo Palhares, mas tinha quase a certeza que ele tentaria convencê-la a voltar para o lugar, então decidiu ir ao Distrito Comercial e procurar uma estalagem que aceitaria dar-lhe um teto para passar a noite caso ela ajudasse fazendo serviços de limpeza e cozinha que aprendeu no tempo que passou no orfanato, mas antes que chegasse a estalagem ela passou próximo a um mural onde haviam varias folhas pregadas a ele, algumas eram pedidos de missões para aventureiros, trabalhos e retratos de pessoas desaparecidas, um em especifico  chamou a sua atenção, um cartaz de recrutamento de uma organização chamada Pacto Aureo e que eles ofereciam um salário, segurança e moradia em troca de serviços. Passou alguns minutos olhando aquele cartaz, pensando nas opções que teria e sabendo que havia uma chance do nobre que ela havia dado o tapa ainda tentar algo contra sua vida, então Anna partiu em direção ao Porto de Ventobravo procurar um tal de Almirante Landiel  que dizia no cartaz de recrutamento.



O Pacto

 Já começava a anoitecer, a maior parte das pessoas naquele lugar eram trabalhadores que encerravam seus serviços para voltar  a suas casas após um longo dia, ao ver tantos barcos naquele lugar Anna decidiu perguntar a um velho operário onde ela poderia encontrar esse elfo chamado Landiel Murmúrio Sombrio, o homem lhe apontou uma embarcação atracada ao porto, era um grande navio com uma grande bandeira de um grifo dourado de duas cabeças num fundo branco.
Ao se aproximar ela conseguia ver o elfo em questão, de inicio ficou um pouco intimidada a se aproximar devido ao tamanho do elfo e sua musculatura, se não fosse pela sua cor caracteristica e as orelhas pontudas ela até poderia confundi-lo com um orc, o Almirante estava acompanhado de uma mulher que logo depois se apresentaria como Layna Duragouro e ambos conversavam na popa do navio.
Após uma breve apresentação Anna foi informada pelo Almirante sobre a organização e seus benefícios, sendo que lhe chamou maior atenção foi a de possuírem uma ilha ao norte dali chamada Ilha da Velha Âncora, imediatamente decidiu que era a melhor opção a se fazer naquele momento, após assinar alguns documentos lhe foi dito por Landiel que partiriam para a ilha ao amanhecer e se ela precisasse poderia passar a noite em sua cabine, porém algo no olhar daquele elfo e o seu tique de ficar ajeitando a calça lhe fez recusar o nobre convite, então decidiu passar a madrugada acordada no porto esperando até o momento de ir embora daquela cidade.  

Um novo lugar para chamar de Lar
O dia amanheceu e com ele a esperança de Anna deixar aquela "maré" de preocupações, foi oque ela fez ao subir no navio, mesmo não gostando muito de viajar pela agua ela nem percebeu o tempo passar porque acabou dormindo a viagem inteira em uma das redes no canto do navio, já era tarde quando foi acordada por Layna Duragouro.
Ao sair do navio a primeira coisa que lhe chamou a atenção foi  o castelo no centro de ilha, mais conhecido como "Castelo de Terenas" nome dado em homenagem ao falecido rei de Lordaeron. Foi-lhe dito pelo Almirante Landiel  que ela poderia escolher um dos quartos vazios da estalagem para se acomodar até que possa poder se sustentar com os salários que viria a ganhar nas futuras missões.
Anna fazia alguns serviços domésticos na estalagem e principalmente na cozinha onde tinha maior maestria, em troca ela ganhava uma quantia razoavel de dinheiro e um quarto para morar, vez ou outra ela ia para o porto e ficava vendo os navios zarparem com tropas do Pacto formadas por diversas raças e vestimentas, mas sempre com algo em comum que era o tabardo da organização. Poucos meses se passaram e Anna já se sentia cansada da mesma rotina que fazia sempre, foi quando ela decidiu que queria contribuir mais activamente com a organização e que para isso teria que voltar a estudar magia e participar de missões.

Voltando para as cinzas
Após pensar a respeito Anna decidiu que a primeira coisa que tinha que fazer era perder o receio que tinha de voltar a Ventobravo com medo que os problemas voltassem a ela. Foi então que após o seu expediente ela juntou algumas roupas que tinha em um sacola e o dinheiro que conseguiu guardar nesse tempo e embarcou em um navio para Ventobravo, ela sabia que dificilmente algo iria lhe reconhecer por no dia anterior ter cortado e pintado de preto seus longos cabelos ruivos que eram algo que chamava grande atenção.
O sol já iluminava o porto quando ela chegou, trabalhadores carregavam caixas em navios de carga e a movimentação era grande. Foi quando ela ouviu o badalar do sino da Catedral da cidade e se recordou dos tempos das longas conversas com o Bispo Palhares que tinha, então tomada pela saudade que tinha ela decidiu ir vê-lo, e após uma caminhada pela cidade ela finalmente chegou a Catedral, ela não sabia se o Bispo lhe daria uma bronca por ter fugido e desaparecido por tanto tempo sem dar noticias, foi quando adentrou no local e viu ele em pé ao lado do altar como sempre fazia, após se aproximar antes que pudesse falar o Bispo já lhe reconheceu mas não estava surpreso, algo que ela estranhou...
Após uma longa conversa ela descobriu que ele sabia que ela estava em um local seguro porque um dia depois de sua fuga ele foi até o porto e foi informado por um dos trabalhadores que alguem com as mesmas caracteristicas de Anna havia embarcado em um navio do Pacto Aureo, e que ele já havia ouvido falar a respeito da organização e por isso não se preocupou. Quando percebeu já havia passado horas e quando se preparava para sair o Bispo lhe disse que seria bom ela ir visitar o orfanato se queria mesmo se libertar das preocupações que  tomavam conta de si.
O orfanato era no outro lado da praça da Catedral, quando percebeu ela já estava na entrada e ouvia as vozes das crianças vindo do interior do lugar, ao entrar se surpreendeu de como as coisas estavam ainda em cada lugar que se lembrava, uma das poucos coisas que estavam diferentes eles as beliches  que pareciam terem tido uma passada de verniz recentemente, rapidamente foi até a cozinha onde encontrou Shellene com o mesmo olhar calmo e gentil que se lembrava, Anna  teve a impressão que viu os olhos da mulher lacrimejar naquele momento. Durante a conversa que tinha, Anna comentou sobre o nobre que visitava o lugar, mas soube que ele não era visto a um bom tempo e comentavam que ele havia deixado a cidade após ter sido chamado a catedral pelo Bispo Palhares, Anna não se sentia tranquilizada com aquilo, porque em sua opinião ele deveria ter sido preso ou coisa pior. Já era noite quando Anna se dirigiu até o Distrito Comercial onde passaria a noite na estalagem, o caminho foi um pouco mais longo do que deveria ter sido pelo fato de  não querer passar na rua de sua antiga casa, que já havia sido reformada e vendida para um casal de comerciantes da cidade.


Herdeira da Escuridão

Ao chegar na estalagem, Anna pediu a dona do lugar um quarto pequeno com somente uma cama de solteiro, após preencher uma pequena ficha de cadastro e pagar pela noite ela subiu em direção ao seu quarto e rapidamente dormiu. Já era claro e as luzes do sol adentraram pelas frestas da janela fechada, Anna somente decidiu levantar ao ouvir as dez badaladas do sino da catedral, sem tomar muito tempo ela penteou os cabelos, borrifou-se com seu perfume e colocou um vestido azul claro que estava no topo de sua mala e desceu para a recepção.
Enquanto descia as escadas pensava onde e oque comeria, sendo que já estava com fome por não ter comido nada e ser quase a hora do almoço, se aproximou da recepção e informou a estalajadeira que tinha deixado seus pertences no quarto e que passaria mais uma noite no lugar, llogo em seguida a moça lhe disse que na noite passada após uma hora de Anna ter subido ao quarto um homem de vestes negras havia deixado um pacote para ela:
- Deixe-me pegar... - disse a mulher enquanto se abaixava e pegava no baú atras do balcão uma velha caixa de madeira de 15x25 enrolada por um pano preto e continuou - Eu perguntei o nome dele, mas ele somente disse para lhe entregar isso.
Não esperando que mais alguém soubesse de sua presença ali, além daqueles que tinha conversado no dia anterior, ela ficou um pouco assustada e ao mesmo tempo curiosa do que seria aquilo, voltando para o seu quarto para abrir aquela caixa.

(EM CONSTRUÇAO)




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